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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Você sabia disso?


Você sabia que a TV é capaz de re-programar o cérebro?

Quantos televisores há na sua casa? Há um televisor na sala, na cozinha? E no seu quarto tem uma TV?

O que temos visto atualmente são verdadeiras "ilhas pessoais" dentro dos lares. E a tecnologia das telecomunicações tem intensificado esse processo ao absorver a atenção do indivíduo em detrimento de relações pessoais, que já se tornam antiquadas. Entre pólos que resolvem estabelecer uma comunicação, não há mais um canal direto como a voz, o face-a face, o contato tátil e sim meio técnico levando e trazendo mensagens. E a TV é um dos principais responsáveis pela redução das relações familiares, já que obriga ao silêncio e a atenção total.
Vários cientistas já alertaram que, passar muitas horas na frente da televisão não é benéfico para crianças. Mas agora, um novo estudo constatou que a televisão também é capaz de afectar a capacidade de atenção de crianças de apenas 1 ano. Descobriu-se que, assistir à televisão antes dos 3 anos de idade aumenta as possibilidades de as crianças desenvolverem problemas de atenção e concentração aos 7 anos de idade, afirma Dimitri Christakis (2004) médio e professor, da Universidade de Washington, em Seattle.

No estudo, especialistas estimam que de 4% a 12% das crianças americanas, sofrem de desordem de déficit de atenção, associada à hiperatividade. O cérebro desenvolve-se rapidamente nos primeiros três anos de vida. É nessa fase que conexões importantes são formadas. Foram recolhidos dados entre 2,5 mil crianças dessa faixa etária, mostrando que, com um ano de idade, elas viam TV por 2,2 horas diárias, e aos 3 passavam para 3,6 horas por dia, em média. Algumas delas passavam mais de 12 horas na frente da TV. A idade é importante porque marca o desenvolvimento contínuo do cérebro, disse o estudo. Christakis também afirmou que a rapidez da mudança de imagens é potencialmente danosa para o cérebro em formação das crianças. "Elas vivenciam eventos acelerados de uma forma surreal, e não é dessa forma que a vida se apresenta".

A Influência Pscicossociológica da Televisão(final)


A mais intensa e grotesca manipulação que a televisão exerce ocorre nas relações familiares. No início, a TV era apenas um aparelho eletrônico, depois passou a ser “membro da família” na maioria dos lares brasileiros. É o lazer de 80% da população brasileira, segundo dados da Folha de S. Paulo. Algo bastante comum é vermos pais trabalharem o dia inteiro e deixarem à televisão como “babá eletrônica” dos seus filhos, esta por sua vez distorce os valores morais, induz a criança prematuramente ao sexo e banaliza a violência. A infância deixou de ser a fase das descobertas e da inocência e tornou-se a era dos games violentos, crianças cada vez mais obesas e estressadas. Aos poucos as relações familiares estão cada dia mais estreitas e os diálogos cada vez mais extintos. Diálogos necessários para a formação do indivíduo que, uma vez “educado” pela televisão, se torna propenso ao uso de drogas, a possuir um comportamento agressivo e a reproduzir a forma educacional que recebeu, transmitindo aos seus filhos a criação terceirizada, que omite a verdadeira responsabilidade que os pais têm de formar indivíduos críticos, responsáveis e atuantes na sociedade.

A televisão tem exercido um grande poder na vida das pessoas, com a popularização deste meio, o acesso às informações por ele fornecidas aumentou significativamente. Com isso, torna-se proporcional o aumento do poder de manipulação da mídia. Este poder tem se evidenciado no comportamento dos indivíduos na sociedade, seja na forma de falar, de se vestir ou até mesmo dos gostos que vão sendo alterados com o decorrer do tempo. No aspecto psicossociológico do público, podemos destacar uma inversão de sentimentos diante da dualidade existente entre realidade-ficção. As pessoas param para acompanhar o último capítulo de uma novela, comovem-se, mostram sua indignação, e, no entanto, a violência real que é mostrada nos noticiários diariamente é tratada com descaso e indiferença.

Como podemos observar, são várias as formas de influência da televisão em nossas vidas. Ela é uma das maiores invenções do homem para a tecnologia comunicacional, e com o barateamento deste aparelho, é difícil imaginar algum lugar aonde ela não chegue. O alcance de suas informações tem se tornado cada vez maior e com isso, as transformações por ela provocadas aparecem com mais evidência.

Concluímos que não há como se isentar da influência exercida pela televisão, pois ela está presente em nossa sociedade sendo um poderoso meio de comunicação que nos transmite informações em tempo real e nos faz conhecer pessoas e lugares que talvez jamais conhecêssemos. Contudo, nossa intenção aqui é alertar as pessoas para não permitirem que este meio altere negativamente o seu modo de viver, a forma de educar seus filhos ou que aliene suas opiniões sobre a realidade. Devemos ser críticos para nos defender da manipulação, mostrando que não somos iguais a "todo mundo", sabendo que o poder de escolha de sermos influenciados ou não está em nossas mãos.

A Influência Pscicossociológica da Televisão (parte 01)


A sociedade em geral tem sido alvo de constantes influências midiáticas que se intensificaram no final do Século XX. Estas induções nos atingem, muitas vezes sem que percebamos e assim somos induzidos a escolher determinados tipos de roupas, ouvir determinados tipos de músicas, dentre outros. Com isto, ao poucos, somos moldados para nos tornarmos seres padronizados que mesmo sem termos conhecimento mantemos uma grande indústria que massifica os bens culturais, a indústria cultural.

A indústria cultural propaga as idéias capitalistas de comercialização e lucro, estabelece uma relação mercantilista entre os bens culturais e a sociedade, padroniza seu consumidor e cria suas necessidades para que ela mesma possa supri-las. Entretanto, o grande poder que esta indústria possui deve-se a um elemento fundamental: a mídia.

A mídia é a grande difusora da indústria cultural, principalmente após o avanço das tecnologias da informação, que aumentaram a acessibilidade dos meios de comunicação. Dentre as variadas formas midiáticas, iremos destacar a Televisão. Esta, por sua vez, está presente na vida das pessoas ditando os gostos, hábitos e comportamentos que a sociedade deve ter. A televisão preenche o vazio social e é utilizada pela maioria das pessoas como uma fuga para as dificuldades do cotidiano. Os problemas do dia-a-dia são maquiados pela diversão televisiva. Calcada em um modelo comercial, estruturada sobre um sistema de grandes redes, a TV aberta brasileira precisa vender para sobreviver e, nessa direção, se especializa.

A Construção da Identidade Musical na América Latina (Final)

Dificilmente, vejo holandeses usando camisas do Brasil fora do período de copa do mundo, bem como nunca me surpreendi ao ver um Suíço trajar uma camiseta com dizeres em Espanhol. Isso é porque eles valorizam aquilo que produzem, não que façamos o contrário, mas é porque transformamos a simples apreciação e influência em modelos para as nossas produções (tanto musicais quanto de peças de vestuário), renegamos-nos muito facilmente, tomamos de maneira rápida as formas que nos são passadas, é só ver as páginas pessoais do orkut de alguns jovens nordestinos (por exemplo), que além de escrevem suas informações pessoais em inglês, aparecem em suas fotos usando cachecóis em cidades cuja temperatura mínima é de 30ºC e a máxima é de 38ºC.

Não defendo o fechamento de uma nação em relação á outra, ao contrário, sou a favor do intercâmbio de informações entre os povos, e não apenas a transmissão dos valores de uma determinada cultura que se julgue dominante. Porém, vejo essa difusão como uma violência aos que são expostos, pois somente se tem contato com os valores dos que detém maior poder de influência, assim os ouvintes se tornam “presas fáceis” para a indústria fonográfica desses países, fazendo-os reagir à música estrangeira do mesmo jeito que o público aceita as mensagens veiculadas na teoria hipodérmica, apenas por ter acesso aos estilos musicais do exterior, ditando o gosto do ouvinte por não oferecer-lhe opção.

“A bullet theory (...) afirmava explicitamente na descrição da sociedade de massa: ou seja, a tese de que a iniciativa seja exclusivamente do comunicador, e de que os efeitos se dêem exclusivamente sobre o público (WOLF: 2005 p.11.)

Também não vejo mal em ouvir música estrangeira, apenas levanto a bandeira de que o conteúdo do exterior não domine integralmente a programação das nossas rádios. A maioria das pessoas não gosta dos artistas locais por não ter a oportunidade de ouvi-los, essa chance de apreciá-los nos é dada pela rede mundial de computadores, onde cada um que se sente sensibilizado com os jovens que aprendem a tocar guitarra somente por verem Jimi Hendrix e não Carlos Santana pode disponibilizar seu acervo particular para download.

Para obter o maior número de acessos, o conteúdo dessas páginas tem de ser disseminado para todo o público, fazendo com que neste seja despertada ao menos a curiosidade sobre o trabalho exposto. Somente depois da audição é que o internauta pode dar seu veredicto, ou seja, o mais difícil não é gostar, mas sim ter o acesso á tais trabalhos, classifico como “válido” qualquer esforço em divulgar artistas como Célia Cruz e Omara Portuondo.

Justiça seja feita, em 2004, o público e a crítica aguardavam ansiosamente a entrada da banda ““The Mars Volta””(foto ao lado) no palco “Tim Lab”, esses músicos são conhecidos por suas apresentações calorosas e explosivas, além da forte presença de palco dos seus integrantes. O grupo é encabeçado por Cedric-Bixler Zavala (Vocalista), descendente de Mexicanos, e Omar Rodriguez Lopez (Guitarrista), descendente de Porto-Riquenhos. Mesmo cantando em inglês, o “The Mars Volta” traz uma latinidade bem maior do que a de grupos como Charlie Brown Jr., e menos forçada que a de Ricky Martin. O show foi considerado um dos melhores do festival, assim como o dos Ingleses do extinto The Libertines. O que me fez trazer este exemplo foi a minha crença de que a Internet tem o poder de resolver quase completamente a problemática da construção da identidade na música latina, tendo em vista que os álbuns do Mars Volta são tão esperados pela crítica e público quanto o de qualquer outro artista; só para se ter idéia, o disco mais recente da banda, The Bedlam in Goliath estava disponível para download meses antes do lançamento.

Acredito plenamente que a mesma indústria cultural que empacotou a música latina e suas diferentes vertentes na prateleira de uma loja de discos é a mesma que a divulga para outras partes do globo. Mesmo os teóricos de Frankfurt não gostando, a reprodução da música é necessária (a boa reprodução, é claro), pois a meu ver, esses estudiosos pensam dessa maneira porque não foram as manifestações musicais deles que foram violentadas pelos padrões de consumo. É através da Internet que cada povo se reconhece e deixa de lado os preconceitos e barreiras impostas por outros e passa a apreciar como deve a música produzida dentro de seu país.